Transformação bacteriana


A transformação bacteriana é o processo de inserir um
vector, recombinante ou não, numa bactéria. Dado que os vectores conferem em geral novas características à bactéria – tais como a resistência a dados antibióticos -, a bactéria é dita transformada.
Basicamente, existem dois procedimentos para realizar a transformação bacteriana: a electroporação e a transformação com cloreto de cálcio. Ambos têm rendimentos muito reduzidos.

A electroporação é uma técnica na qual se misturam bactérias e o
vector num único tubo e aplica-se um choque eléctrico na mistura, com o objectivo de desestabilizar a membrana e permitir a entrada do vector na bactéria. Ela é então rapidamente transferida para meio de cultura e incubada a 37ºC para que se possa recuperar após o choque.

A transformação com cloreto de cálcio tem o mesmo objectivo, mas difere nos procedimentos. As bactérias e o
vector são misturados com uma solução de cloreto de cálcio e sofrem um choque térmico. Os iões cálcio têm a função de neutralizar as cargas negativas do DNA e da membrana bacteriana, facilitando a passagem do vector pela membrana no momento do choque térmico (que, portanto, tem a mesma função do choque eléctrico).

Após a transformação, as bactérias são incubadas em condições adequadas para que se possam multiplicar e, a seguir, plaqueadas em meio sólido, para que se possam isolar colónias. A identificação das colónias recombinantes é feita utilizando as características conferidas pelos
plasmídeos. Assim, se foi utilizado um plasmídeo que confere resistência ao antibiótico A, podem isolar-se as colónias que foram transformadas simplesmente plaqueando-as num meio de cultura com antibiótico A (as bactérias não transformadas não terão resistência ao antibiótico e morrerão).


▲ Figura F4.1: Colónias de bactérias transformadas (a verde). Fonte desconhecida.

Uma vez identificadas as bactérias que contêm o
vector recombinante de interesse de  entre as várias  colónias plaqueadas, basta transferir a colónia para meio líquido para que se obtenham milhões de cópias da bactéria e, consequentemente, do vector recombinante desejado.

▲ Figura F4.2: Transformação bacteriana. Um vector recombinante é introduzido na bactéria. Fonte: http://www.mun.ca/biology/scarr/Fig14-06_bacterial_amplification.gif
 

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