Cidade da Lixa

   Nesta página irão encontrar informações à cerca desta nova cidade (A Vila da Lixa foi elevada a Cidade em Junho de 1995, pelo Decreto de Lei nº 39/95 de 30 de Agosto).

   Serão descritos actos e factos da história desta (agora) cidade. 

    Área

    A Cidade da Lixa fica situada a norte de Portugal, entre Douro e Minho, pertence ao Concelho de Felgueiras (com uma área total de 116,3 km²) e é composta por 4 freguesias: Borba de Godim, Macieira da Lixa, Vila Cova da Lixa e Santão.

 

    Limites

    A Norte, Noroeste e Oeste, todo o concelho de Felgueiras; a Sul, Lousada; a Nordeste, Celorico de Basto; e a Este, Amarante.

 

    Distâncias

    Servida de bons acessos viários (EN101 que liga Braga a Vila Real e EN15 que liga o Porto a Vila Real, dista cerca de 10 Km da saída Felgueiras/Marco da A4), dista 50 km do Porto; 46 km de Braga; 27 km de Celorico de Basto; 24 km de Guimarães; 9 km de Amarante; 18 km de Lousada; e 15 km de Fafe.

 

    Relevo

    Tipicamente montanhoso, destacando-se o monte do Ladário, no Alto da Lixa, com uma magnífica vista sobre Felgueiras, Amarante, Lousada, Celorico, Marão, Senhora da Graça, os monte da Penha e do Sameiro; o parque do Seixoso (antiga estância termal), em Macieira da Lixa; e o Alto de Santa Marinha, sobranceiro a Aião e Vila Verde e ao longo da Serrinha.

 

    Clima

    Típico da região do Baixo Minho, também chamada Terra Verde, com invernos longos, de caris húmido, e com verãos breves e moderados; temperatura anual média entre os 7º e os 15º C.

 

    Actividades Económicas

    O sector primário é o sector com maior peso na economia do concelho, seguido do terciário e do secundário.

    Comercio - Felgueiras, Lixa e mais recentemente Barrosas são as únicas zonas do concelho onde o comércio pode verdadeiramente desenvolver-se uma vez que são áreas já perfeitamente urbanas. A cidade da Lixa detém um caudal comercial muito importante no concelho (sendo o segundo agregado populacional e comercial de maior relevo). Dentro desta actividade destaca-se o pequeno e grande empresário no que respeita a malhas, bordados, móveis e também algum calçado. As feiras destacam-se ainda como meio importante de permutas comerciais.

    Agricultura- Salientam-se entre os produtos agrículas tradicionais: o milho, o centeio, o feijão, a batata, a cebola, fruta variada (maçã, pêssego, pêra, laranja, limão), linho, mel e sobretudo o tão badalado Vinho Verde da região, sendo esta produção uma fonte de riqueza para região pela sua excelente qualidade, tento estes vinhos ganho vários prémios a nível nacional e até internacional.

    Artesanato - Maravilhosas peças de rendas e bordados de linho e algodão são aqui confeccionados por hábeis mãos de bordadeiras e tecedeiras, sentadas às portas de suas casas, dando um certo ar de graça a quem passa e maior peso à economia da cidade.

    Pecuária- Além do gado bovino utilizado na lavoura e algum caprino, espalham-se pelas freguesias algumas unidades de produção pecuária - vacarias, pocilgas e aviários.

    industria- Há, em todo o concelho de Felgueiras, mais de 200 pequenas e médias empresas de calçado, sendo esta actividade a mais produtiva do concelho, colocando Felgueiras no topo desta indústria em Portugal. Na Lixa existem também algumas empresas de calçado empregando uma significativa parte da população activa (cerca de 30 %). Mas existem também outras importantes indústrias, como a têxtil, de confecções e fiação, a construção civil e de madeiras.

 

    Etnografia e Folclore

    Como elemento caracterizador da terra e definidor da índole das suas gentes, tem aqui merecido lugar a extraordinária riqueza etnográfica, constituída por originalíssimos usos e costumes e por curiosíssimas lendas, crendices, suprestições, provérbios, canções e artes populares.

    O mesmo se pode dizer do rico folclore, tão primorosamente aproveitado por alguns ranchos nomeados na secção de   

 

  

 

 

    BORBA DE GODIM

    - Alcaidaria de Fidalgos e Comenda de Cristo

    Fundada nos fins do século X por D. Analso Guiçóis ou Anulfo Visóis, a igreja de Borba, outrora do concelho de Celorico de Basto, é uma rica peça de património cultural e das mais significativas da região, já por seu nome apontar para uma rara origem em Bormo, deus celta, já e sobremodo pelo ineditismo das suas páginas de história.

    Devido às circunstâncias da evolução desta freguesia (principalmente no seu centro da altura Quinta do Paço de Borba), deu-se um impulso decisivo à formação da florescente Vila da Lixa (agora Cidade), estendida ao longo duma grande franja urbana que vai desde a Capela da Senhora das Vitórias, pelas Feira das Uvas, Póvoa e Poeiro até à Franqueira.

 

 

    MACIEIRA DA LIXA

    - Necrópole Pré-histórica e Sanatório de Seixoso

    A «uilla Mazanaria», como então se chamava, aparece pela primeira vez em 1059, no inventário de Mumadona, em que se diz que fora pertença de D. Senhorinha, e, mais tarde, em 1171, num documento inédito de doação feita por Gonçalo Moniz ao Mosteiro de Caramos.

    Existem ainda restos de civilizações pré-históricas nos lugares de Cristelo e das Veigas, esta terra das maçãs, já no tempos dos Romanos, é um centro de interesses económicos em franco desenvolvimento turistico. Lugares típicos: Seixoso, Boavista, Crestins, Cruzes, Marco de Simães, Maçorra, Marantinha, Paço, Passarias, Real e Vila Nova. 

 

 

    VILA COVA DA LIXA

    - Abadia de Clérigos e Comenda de Cristo

    Freguesia dita principal desta cidade, foi nomeada em 1059, S. Salvador de Vila Cova, mas só mais tarde, em 1238, é que começou a definir-se como importante Abadia de Clérigos.

    Em Vila Cova se acoitou, desde a sua fundação, uma estirpe autónoma de presores, então conhecidos por Gondufes (por terem solar em Gondufe, Ponte de Lima), descendentes dos Fafes e dos Teixeiras e ramificados em Barbas (Mogudos), Beires, Fornelos, Lodares, Sequeiros e Tições.

    Vila Cova e Borba foram convertidas em Comendas de Cristo, ao mesmo tempo e pelas mesmas razões, e que, em terreno baldio comum, fraqueado  nas estremas duma com a outra, nasceu a Vila da Lixa, que, de feira franca, tão popular em 1726, rapidamente se transformou em importante centro urbano, servido por uma centenária e utilíssima Corporação de Bombeiros Voluntários, Escola Secundária, Centro Social, Secção de Finanças, CTT e jornal semanal.

    Mas, Vila Cova da Lixa, embora vivesse anos e anos adormecida na sua Cova e tivesse deixado delapidar muitas jóias do seu património, guarda ainda estoutros motivos de interesse e de orgulho dos seus naturais: a velha igreja, com capela-mor e porta lateral do seu primitivo templo românico, talha da renascença e nave alteada 1718 e recentemente restaurada; a capela de S. Roque, fundada em 1599 por Heitor Vieira de Seixas, devido a uma grande peste que então aqui grassou; a capela de Nossa Senhora das Angústias, fundada em 1656, na quinta de Teixeira, por Manuel Teixeira de Seixas; a capela de S. António de Pádua, fundada em 1660 na quinta brasonada dos Magalhães; e a capela pública da Franqueira, também conhecida por Irmandade do Desterro, fundada por Manuel Ferreira, em 1691, no lugar da Franca Pedra, onde havia uma ermida de S. Sebastião e onde se realizava uma grande feira franca de panos e de tudo o mais, já desde 1560, pelo menos.

 

 

    SANTÃO

    Esta freguesia tem origens germânicas, como outras freguesias do concelho. Repovoada por um colono neogodo chamado Santon. Santão pertenceu no séc. X a Mumadona, por doação de seus parentes de Riba-Vizela.

   As Inquirições de 1120, ao mesmo tempo que mostram que na freguesia não existiam quaisquer reguengos, dizem que nela havia seis da igreja local (de Sto Adrião).

   Mais tarde, em 1336, este hospício ou hospital de primeiros socorros a peregrinos e doentes foi anexado "in solidum" à comenda de Fregim (Amarante), da Ordem de Malta, por deliberação de Frei Estêvão Vasques Pimentel, prior do hospital, ao mesmo tempo que esta comenda foi ligada à capela de Ferro do Mosteiro de Leça do Bailio.

   A sua história anda, assim, intimamente ligada ao padroado da Ordem de Malta, que pertenceu até à sua extinção em 1834.

   E, para se poder ficar com uma ideia mais precisa dos bens que aqui possuía e dos foros que colhia, pode-se percorrer o tombo nº 4 da referida comenda de Fregim, datado de 1817, pois nele se inventariam, medem, demarcam e especificam todos esses bens e respectivos possuidores, nomeadamente a chamada Quinta de Santão, então na posse do fidalgo Rodrigo de Sousa Lobo, e os casais do Hospital de Cima e de Baixo, aforados à família Pereira de Carvalho, da Casa da Ventosela.

   Como curiosa reliquia deste padroado, conserva ainda uma singela igreja, tipicamente românica, com a Cruz de Malta esculpida na sua frontaria e datada de 1111, identificando o padroado da Ordem do Hospital de Malta, a que pertencia. Conserva certo interesse a torre sineira lateral, formando arco sobre o adro e duas cruzes; uma orbicular de tipo artesanal e outra processional gótica (de cobre).

   Por perto, na Quinta de Recião, lembranças para uma carvalha, antiquíssima e de grandes dimensões, orgulho e sombra para muita vida local e rural.

 

 

 

   A maior festa da Lixa, realiza-se na primeira Segunda-Feira de Setembro, e durante 4 dias a festa é constante. A afluência de festeiro e visitantes é enorme.

   Na área religiosa, ocorre uma novena, rezada durante nove dias na Capela de Nossa Senhora das Vitórias. No primeiro dia da festa, na Sexta-Feira à noite, há uma extensa procissão que leva a imagem da Santa à cripta da sua capelinha. No Domingo, após o terço que se reza na capelinha durante a tarde, sai para a rua uma grandiosa procissão.

   Na área do profano, da festividade, durante os dias de festa, permanecem no campo da feira, os inúmeros carroceis e outros divertimentos.

   O comércio de produtos agrícolas, como melões, uvas e cebolas é já uma constante.

   As tardes e as noites dos 4 dias de festa são animadas por bombos, ranchos folclóricos, marchas, bandas de música e alguns grupos musicais que variam de ano para ano.

   A noite termina com belíssimas sessões de fogo de artifício, de fogo preso e ainda com a queima das bravíssimas vacas de fogo, que já são tradição nesta terra.

Fotos da festa das Vitórias 2001

 

Panorâmica geral das festas

 

Fogo de artifício

 

Vacas de fogo (ponto alto das festas e encerro do dia)