Ovar

O Concelho de Ovar localiza-se no Distrito de Aveiro, confrontando a Norte com o Concelho de Espinho, a nascente com os Concelhos de Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, a Sul com o Concelho de Estarreja e Murtosa e a poente com o Oceano Atlântico, ocupando uma posição excêntrica no litoral norte.

O seu regular desenvolvimento sócio-económico associa-se à proximidade do Mar e da Ria, à fertilidade do solo e à planura da região.

Ovar caracteriza-se pelas casas de azulejos multicolores, na profusão de cores e
padrões, em contraste com a singeleza das cantarias que fazem dela um museu vivo do azulejo.

As curiosas Capelas dos Passos, a Semana Santa, a Procissão dos "Terceiros" de ricos andores e a dos Passos saindo da Igreja Matriz são testemunho de tradições
religiosas.

O Museu de Ovar, rico de trajes e costumes da região, contém valiosa coleção de
pintura contemporãnea e alguns objetos que pertenceram a Júlio Dinis.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

História
 
 
 

  Das inúmeras teorias – populares e eruditas –História aplicáveis à origem etimológica do termo "Ovar" poder-se-á ter em conta a de Leite de Vasconcelos que defende que a palavra adviria do genitivo "Odvari", do nome próprio medievo "Odvaris" ou, então, do nome do Rio "Ovar". De "Var" ou "O Var" derivariam os gentílicos "Varino" e "Vareiro".

    Os primeiros documentos, realmente credíveis, que referem Ovar, são do século XI, tratando, especificamente, das povoações de Cabanões e de Ovar. Contudo, é um dado adquirido que esta região é conhecida e habitada pelo Homem desde a época pré-histórica, tendo sido sempre rica em recursos naturais: a pesca, a agricultura, a extracção do sal, a madeira, associadas às condições favoráveis do clima, ao terreno pouco acidentado, à proximidade da Ria (excelente via de comunicação e porto seguro), fixaram as populações.

    Em 1514, o Foral foi conferido por D. Manuel à vila de Ovar. Com a fixação definitiva do centro administrativo, iniciou-se o seu crescimento contínuo em torno de um núcleo embrionário - um pequeno morro na proximidade da actual Praça da República - junto à qual passava a Estrada Real (antiga via romana) Aveiro - Porto, estabelecendo a ligação com todos os povoados da região costeira.

    No século XVIII, quando se fechou o cordão litoral, os ovarenses que, durante séculos, sobreviveram com o que obtinham da Ria e do mar, estenderam-se à Torreira, mais tarde ao Douro, ao estuário do Tejo e Algarve.

    A pesca é reorganizada, são introduzidas as Artes da Xávega, inicia-se a prática da conserva da sardinha e da extracção salineira.

    Ovar (Cabanões) fora incorporada na donataria de Álvaro Pereira, que daria origem a riquíssima Casa da Feira, elevada a Condado em 1452. Este, por falta de sucessão do donatário, foi incorporado na Casa do Infantado, em 1700, extinta, por sua vez, em 1864, passando para a Fazenda Nacional.

    Liberto da tutela dos donatários, o concelho, em pouco tempo, conseguiu anexar as freguesias vizinhas, fixando os seus limites muito para além dos tradicionais: em 1852, Válega e S. Vicente de Pereira; em1853 Arada; em 1879, Esmoriz, Cortegaça e Maceda.

    Durante todo o século XIX e primeiro quartel do século XX, a vila evoluiu e transformou-se, ao longo das principais vias de acesso: Estrada Real Aveiro - Porto, estrada para a Arruela e S. Miguel, para o Furadouro e Torreira, para as várias freguesias e em direcção a Vila da Feira, S. João da Madeira, etc...

    Em 1865 foi inaugurada a estação dos Caminhos de Ferro de Ovar, passando o concelho a usufruir de um dos principais promotores do desenvolvimento do País.

    Apenas no século XX, Ovar desperta para a sua nova vocação - a indústria – perdendo, rapidamente, importância económica a pesca e a agricultura.

    As primeiras unidades industriais, viabilizadas por uma eficaz rede de transportes e por uma mão de obra abundante e barata, começaram a instalar-se, surgindo as primeiras fábrica de tecidos e de tinturaria de algodões, as cordoarias, as tanoarias, as de moagem e descasque de arroz, , as de lacticínios, as conserveiras de peixe e a olaria.

    Na segunda metade do século XX surgem os grandes complexos industriais: metalúrgicas, rações, feltros, material eléctrico e electrónico, tintas, plásticos, laminagem e estiragem de aço, montagem de automóveis e de electrodomésticos, tapeçaria, vestuário, calçado...

    A pequena exploração agrícola e a pesca artesanal permanecem, contudo, como actividades complementares.
 
 
 
 
 
 
 

camara municipal de Ovar
 
 
 

Tribunal de Ovar
 
 

Igreja Matriz
 
 

Casa Museu Julio Dinis
 

Neptuno
 
 
 

Biblioteca
 

Escola secondaria Jos]e Macedo Fragateiro

A minha ex escola


 
 
 

    Ovar também é conhecida pelas suas Praias, todas ligadas por exuberante estrada florestal, pela afamada Ria, plácida e viva, abraçada por denso pinhal que se espelha nas suas águas.

Praia do Furadouro
 
 

Ria de Aveiro
 
 

Marina de Ovar
 
 

 Na Ria, as proas recurvadas dos
barcos moliceiros
erguem-se orgulhosas da
beleza dos seus painéis. Dá gosto vê-los, de velas brancas, refletindo-se
nas águas tranquilas.
Na gastronomia os pratos de peixe
imperam. Deliciosas caldeiradas
trazem à idéia o aroma a maresia.
O Pão-de-ló de Ovar, carinhosamente
preparado segundo receita transmitida
de geração em geração, fofo e
alourado, torna-se irresistíveL.
 

 S. Donato, um dos lugares da jovem freguesia de S.João, onde se situa a sede do Grupo FolcLórico
"As Tricanas de Ovar",
é um dos mais antigos de Ovar. O primeiro documento que alude à vila de S. Donato data do ano de 922. Segundo a tradição, o nome deste lugar proviria do fato de ter sido doado ou "donato" ao mosteiro de Crestuma.
Da capelinha, erigida no local do santo nada resta pois foi demolida em 1906.

A nova capela tem como padroeira
Nossa Senhora da Ajuda
e foi inaugurada em maio de 1909. A capela tem, no nicho da frontaria, uma escultura de S. Goldrofe, em calcário, dos meados do séc. XV.
 
 
 
 
 
 

Gastronomia

Pão-de-Ló de Ovar
O Pão-de-Ló de Ovar é a mais afamada doçaria ovarense, confeccionada à base de ovos, açúcar e farinha de trigo. Sob a forma de uma boroa coberta por saborosíssima côdea acastanhada é extraordinariamente húmido e fofo, apresentando-se num invólucro de papel branco, por vezes, ligeiramente crestado pela temperatura do forno.

O Pão-de-Ló de Ovar deve ter tido origem num convento das imediações aparecendo refenciado já em 1700.

Actualmente, sendo apreciado ao longo de todo o ano, o Pão-de-Ló de Ovar ganha protagonismo, sobretudo, no Natal e na Páscoa, quando a procura é sempre superior à oferta.
 
 
 
 
 
 
 

Carnaval de Ovar

    Organizado desde 1952, o carnaval de Ovar é o maior acontecimento turístico da região, atraíndo anualmente milhares de visitantes. A preparação do Corso Carnavalesco envolve, durante todo o ano, os figurantes e suas famílias que executam, eles próprios, os trajes, as máscaras, as fantasias, os enfeites e os carros alegóricos, ricos de exotismo, criatividade e humor! Durante cerca de um mês, multiplicam-se os bailes, as brincadeiras, as travessuras, as iniciativas culturais "democratizando-se" ao máximo a sociedade ovarense, misturando-se foliões de todas as idades e condições económicas e sociais, numa alegria irresistível contagiante.O Desfile de 2.000 foliões vareiros distribuídos pelas Escolas de Samba, Grupos Carnavalescos e humoristas individuais.
O colorido, a fantasia, o ritmo, o humor e a alegria do Carnaval invadem as ruas da cidade de Ovar!